Tema Semestral: A utilidade do “Project on Negotiation” no contexto das atuação profissional que envolvam aspectos das Relações Internacionais, Ciência Política, Econômia, Direito, Administração, e etc.
Objetivos
• Discutir os métodos de negociações do Project on Negotiation da Universidade de
Harvard;
• Debater aspectos das teorias relacionadas às negociações internacionais;
• Simular negociações fictícias e reais de âmbito público, privado e do terceiro setor
ensejando a prática de conhecimentos teóricos aprendidos na Universidade;
• Refletir sobre notícias atuais nos campos de economia política, segurança internacional, e outras áreas das RI;
• Gerar e difundir interesse pelo aprendizado e treinamento de técnicas de negociação no curso de Relações Internacionais da PUC-SP;
• Criar as bases para a possível criação e organização de um Campeonato Nacional de
Negociação na PUC-SP.
Referências na Internet
www.pon.harvard.edu
www.bbc.co.uk
www.cartacapital.com.br
www.economist.com
www.newsweek.com
www.mre.gov.br
Dinâmica
Apresentações: A fim de praticar a retórica e oratória, a cada encontro uma ou mais pessoas do grupo irá preparar e fazer uma apresentação de 20 minutos para os demais participantes sobre a literatura proposta.
Simulações: As pessoas e grupos que farão as simulações serão sorteados e divididos ao final dos encontros que as antecedem (III, VII e XI). Cada grupo receberá um papel para estudar durante a semana. Grupos diferentes não devem entrar em contato uns com os outros a fim de preservar o intuito da simulação.
Desafio NCA x Prisma: Será proposta uma simulação-desafio entre o grupo do Núcleo “Celso Amorim” e a Prisma Consultoria Internacional – Empresa Jr. de Relações Internacionais. A idéia é nos reunirmos para fazermos uma simulação de um caso que será preparado.
Trabalho: No encontro I haverá divisão de grupos, que terão a missão de elaborar um trabalho sobre negociações, com base na literatura proposta. Tanto os temas quanto o formato do trabalho serão apresentados neste encontro. Os melhores trabalhos serão publicados em nosso blog e poderão ser publicados em outras fontes.
Notícias: Em todos os encontros haverá um tempo de discussão das notícias sobre atualidades que envolvam negociações. Além disso, a fim de aumentarmos a dinâmica e participação do grupo, enviaremos notícias no e-group para debatermos.
E-Group: Entre os Encontros 0 e I, será formado um grupo eletrônico de e-mails para que os participantes mantenham contato e que circulem notícias pertinentes ao tema do Núcleo “Celso Amorim”.
Palestras: Ao longo do semestre haverá uma ou mais palestras com negociadores e
profissionais que atuem com RI. As palestras já estão pré-agendadas para nos programarmos com antecedência.
Blog: Após cada encontro, um resumo do que foi debatido e simulado será postado no blog do Núcleo “Celso Amorim”. Os participantes do grupo, bem como visitantes, são encorajados a comentar os textos postados, participar das enquetes, e trazer idéias novas.
Certificados: Receberão certificados aqueles que obtiverem o mínimo de 75% de presença nos encontros do grupo.
Bibliografia
FISHER, Roger & PATTON, Bruce & URY, William (1981). Como Chegar ao Sim. Ed. Imago.
São Paulo, 2005.
_____________& SHAPIRO, Daniel. Beyond Reason – Using Emotions as You Negotiate.
Viking. New York, 2005.
URY, William. Superando o Não: Negociando com Pessoas Difíceis. Ed. Best Seller. Rio de
Janeiro, 2004.
Bibliografia Complementar
GUEDES, Ana Lucia. “Relações Governo-Empresa Multinacional” IN: Negócios
Internacionais. Ed. Thomson. São Paulo, 2007. Pp. 79-98.
ONUKI, Janina & PAULO, Cinthia Konishi. Coalizões Sul-Sul e as Negociações
Multilaterais. Mídia Alternativa Editora. São Paulo, 2007.
Dinâmica
Encontros: às quartas-feiras
Horário: 18h00 - 19h30
Local: Sala P-75 (Prédio Velho - PUC-SP)
Inscrições e Informações: nca@prismajr.com
Horário: 18h00 - 19h30
Local: Sala P-75 (Prédio Velho - PUC-SP)
Inscrições e Informações: nca@prismajr.com
Tuesday, March 3, 2009
O que é o PON
"O Program on Negotiation (PON) é um consórcio de universidades dedicadas a desenvolver a teoria e a prática da negociação e resolução de disputas. Como uma comunidade de acadêmicos e praticantes, o PON desempenha um papél único na comunidade internacional de negociação. Fundado em 1983 como um projeto de pesquisa especial da Harvard Law School, o PON inclui faculdades, estudantes, e equipes da Harvard University, Massachusetts Institute of Technology e Tufts University.
Apesar do conflito ser inevitável, indivíduos, organizações e comunidades podem aprender a lidar com disputas de modo mais efetivo. Por meio de pesquisa e outras iniciativas, o PON encoraja novas reflexões na teoria de negociações, e provê um fórum de discussão de idéias inovadoras. A Harvard University oferece treinamento para preparar estudantes e profissionais para assumir papéis de liderança na comunidade internacional. Além disso, milhares de executivos e profissionais dos setores públicos e privado foram ensinados sobre como se tornarem negociadores melhores e líderes mais efetivos. O objetivo é aumentar a consciência pública sobre processos de negociação bem-sucedidos, e conectar a discussão de resolução de conflitos com eventos atuais e contextos do mundo real".
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Esse texto foi traduzido diretamente do site do PON (www . pon . harvard . edu) e resume em poucas linhas sobre o que se trata o programa. Nos nossos encontros semanais, iremos abordar algumas literaturas de teóricos que são expoentes do PON e participaram da sua criação. Certamente, como em qualquer discussão científica séria, há pontos críticos sobre as teorias que trabalharemos, mas provavelmente só teremos tempo e condições analíticas para refletir com propriedade sobre a crítica ao PON no semestre que vem. De qualquer forma, sempre buscaremos refletir sobre a pertinência da teoria aos casos que trabalharemos.
Apesar do conflito ser inevitável, indivíduos, organizações e comunidades podem aprender a lidar com disputas de modo mais efetivo. Por meio de pesquisa e outras iniciativas, o PON encoraja novas reflexões na teoria de negociações, e provê um fórum de discussão de idéias inovadoras. A Harvard University oferece treinamento para preparar estudantes e profissionais para assumir papéis de liderança na comunidade internacional. Além disso, milhares de executivos e profissionais dos setores públicos e privado foram ensinados sobre como se tornarem negociadores melhores e líderes mais efetivos. O objetivo é aumentar a consciência pública sobre processos de negociação bem-sucedidos, e conectar a discussão de resolução de conflitos com eventos atuais e contextos do mundo real".
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Esse texto foi traduzido diretamente do site do PON (www . pon . harvard . edu) e resume em poucas linhas sobre o que se trata o programa. Nos nossos encontros semanais, iremos abordar algumas literaturas de teóricos que são expoentes do PON e participaram da sua criação. Certamente, como em qualquer discussão científica séria, há pontos críticos sobre as teorias que trabalharemos, mas provavelmente só teremos tempo e condições analíticas para refletir com propriedade sobre a crítica ao PON no semestre que vem. De qualquer forma, sempre buscaremos refletir sobre a pertinência da teoria aos casos que trabalharemos.
O Início
Antes mesmo desse grupo de estudos ter início, muitos perguntaram o porquê do nome e acredito que, como primeiro contato com os leitores desse blog, seja interessante começar pela concepção.
Celso Amorim nasceu em Santos-SP, em 1965, e foi aprovado no Instituto Rio Branco com 23 anos de idade. Fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, e se doutorou na London School of Economics and Political Science, na mesma área. Foi também Embaixador do Brasil em Londres e Secretário-Geral do Itamaraty.
Sua trajetória se deu ao longo de diversos governos que possuiam orientações de política externa diferenciadas: foi indicado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para representar o Brasil na Organização das Nações Unidas e assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco e no governo Lula.
Celso Amorim foi representante do Brasil no GATT (General Agreement on Tariffs and Trade, que deu lugar à Organização Mundial do Comércio), e chefiou a missão brasileira na OMC, tendo demonstrado grande conhecimento sobre a complexa dinâmica de interesses do comércio multilateral. Além de ter trabalhado diretamente na concepção do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), teve papel importante no direcionamento humanista da política externa brasileira atual, que inclui entre seus objetivos a luta contra a fome e pobreza, a luta contra as desigualdades e o unilateralismo. Coalizões importantes com países do Sul, como G-20, o G-4, o G-3 (Fórum IBAS) também têm sido destaques de sua liderança na formulação da Política Externa Brasileira.
À despeito de acertos e erros, elogios e críticas ao seu trabalho frente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), a figura do negociador Celso Amorim foi e ainda é importante para o Brasil, e é referência como um exímio negociador. Como a intenção desse núcleo é explorar e praticar técnicas de negociação e estudar alguns casos, nada melhor do que refletir sobre as Relações Internacionais do Brasil contemporâneo sob a inspiração crítica de um dos chanceleres mais reconhecidos no mundo atual.
O grupo não é sobre o chanceler, mas estou certo de que eventualmente debateremos sobre altos e baixos de sua gestão frente ao MRE. Mais do que isso, debateremos sobre o Estado brasileiro, sobre a formulação de Política Externa no Brasil, seus atores, processos, e interesses envolvidos.
Essa é a parte de "conteúdo" do núcleo, fundamental para a compreensão dos temas atuais das RIs. Entretanto, como confiamos na sólida formação dada pela academia da PUC-SP, debateremos, principalmente, aquilo que vai além da teoria e das salas de aula: a "forma", ou seja, as técnicas de negociação e de defesa de interesses - próprios e/ou de outrém - que também são fundamentais para atingir os objetivos colocados nas RIs.
É esse exercício prático que essa iniciativa pretende promover, para capacitar os participantes para serem bons profissionais, seja à serviço de Estados e governos, de empresas nacionais ou multinacionais, ou de Organizações Não-Governamentais.
Celso Amorim nasceu em Santos-SP, em 1965, e foi aprovado no Instituto Rio Branco com 23 anos de idade. Fez pós-graduação em Relações Internacionais na Academia Diplomática de Viena, e se doutorou na London School of Economics and Political Science, na mesma área. Foi também Embaixador do Brasil em Londres e Secretário-Geral do Itamaraty.
Sua trajetória se deu ao longo de diversos governos que possuiam orientações de política externa diferenciadas: foi indicado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para representar o Brasil na Organização das Nações Unidas e assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo Itamar Franco e no governo Lula.
Celso Amorim foi representante do Brasil no GATT (General Agreement on Tariffs and Trade, que deu lugar à Organização Mundial do Comércio), e chefiou a missão brasileira na OMC, tendo demonstrado grande conhecimento sobre a complexa dinâmica de interesses do comércio multilateral. Além de ter trabalhado diretamente na concepção do MERCOSUL (Mercado Comum do Sul), teve papel importante no direcionamento humanista da política externa brasileira atual, que inclui entre seus objetivos a luta contra a fome e pobreza, a luta contra as desigualdades e o unilateralismo. Coalizões importantes com países do Sul, como G-20, o G-4, o G-3 (Fórum IBAS) também têm sido destaques de sua liderança na formulação da Política Externa Brasileira.
À despeito de acertos e erros, elogios e críticas ao seu trabalho frente ao Ministério das Relações Exteriores (MRE), a figura do negociador Celso Amorim foi e ainda é importante para o Brasil, e é referência como um exímio negociador. Como a intenção desse núcleo é explorar e praticar técnicas de negociação e estudar alguns casos, nada melhor do que refletir sobre as Relações Internacionais do Brasil contemporâneo sob a inspiração crítica de um dos chanceleres mais reconhecidos no mundo atual.
O grupo não é sobre o chanceler, mas estou certo de que eventualmente debateremos sobre altos e baixos de sua gestão frente ao MRE. Mais do que isso, debateremos sobre o Estado brasileiro, sobre a formulação de Política Externa no Brasil, seus atores, processos, e interesses envolvidos.
Essa é a parte de "conteúdo" do núcleo, fundamental para a compreensão dos temas atuais das RIs. Entretanto, como confiamos na sólida formação dada pela academia da PUC-SP, debateremos, principalmente, aquilo que vai além da teoria e das salas de aula: a "forma", ou seja, as técnicas de negociação e de defesa de interesses - próprios e/ou de outrém - que também são fundamentais para atingir os objetivos colocados nas RIs.
É esse exercício prático que essa iniciativa pretende promover, para capacitar os participantes para serem bons profissionais, seja à serviço de Estados e governos, de empresas nacionais ou multinacionais, ou de Organizações Não-Governamentais.
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